Uber lança serviço de ônibus fretado para empresas no Brasil

A Uber começou a operar no Brasil com seu serviço de transporte empresarial, o Uber Shuttle.


Diferentemente do modelo que possui com carros, táxis e, mais recentemente, motos, a companhia adicionou ônibus e micro-ônibus para fazer deslocamentos voltados para o meio corporativo, o fretado, como é conhecido no linguajar das empresas.

A primeira empresa a adotar o novo modal é a Toyota, que fará viagens da fábrica em Sorocaba para a capital São Paulo, um trajeto de 100 km.

Os veículos usados no Shuttle podem acomodar de 10 a 60 pessoas.


Novo modal de transporte da empresa, o Uber Shuttle (crédito: divulgação)

Como funciona

Por meio do app (Android, iOS), o trabalhador da Toyota reserva um lugar no fretado, com antecedência, no horário estipulado da parada, em um formato similar aos apps de transporte rodoviário. Além disso, o usuário pode ver a rota do ônibus e paradas até chegar no destino.

Pelo lado das empresas, a plataforma permite gerenciar as viagens e traz relatórios semanais sobre a operação.


Modelo de negócios

No formato do Uber Shuttle, as empresas de transportes de ônibus fretado se cadastram no site Uber para Empresas. A Uber apoia com todo arcabouço tecnológico as companhias que entrarem. O modelo de cobrança é feito de acordo com a necessidade da companhia que precisa transportar seus usuários, e pode pagar por quantidade de usuários, viagens ou taxa mensal.

O repasse do valor do contrato é feito para a empresa de ônibus parceira.


Frota de ônibus na fábrica da Toyota em Sorocaba, SP (crédito: Uber/divulgação)

Estratégia

Com a entrada do Uber Shuttle, a empresa avança com sua estratégia para o segmento corporativo no Brasil e adiciona mais uma frente de negócios ao rol de serviços que tem: corridas particulares; delivery de mercado; serviço de entrega; e até operadora virtual.

A entrada do novo serviço surge uma semana após a empresa confirmar o desligamento do sistema de delivery para bares e restaurantes no Brasil, o Uber Eats, que deixa de atuar neste setor em 7 de março.